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Viena título

Período: tarde de 3 até manhã de 5 de outubro
Hospedagem: Wombat´s The Lounge58 euros o quarto privado para casal com banheiro. Café da manhã a parte por 3,50 euros.

No dia 2 de Outubro cerca de 01:40 da madruga tomamos o avião da excelente Singapore Airlines rumo a Barcelona. Chegamos na Espanha a noite e só tivemos tempo de uma caña, uma porção de bravas e um sorvete Amorino antes de dormir e embarcar rumo a Viena. A cidade catalã serviu apenas de pernoite e seria visitada no final da viagem, então deixamos para falar sobre ela mais para frente.

Dia 1 – Segunda-feira, 3/10/11

A primeira parada para valer foi em Viena, a capital austríaca. Cidade clássica, com edifícios monumentais e ar imperial. Eu já havia estado em Viena três vezes e falei muito bem da cidade para a Ju, enchendo ela de expectativa, principalmente pelo Kebab da barraquinha em frente ao nosso albergue.

Chegamos no aeroporto por volta de 13hs em um tranquilo voo da Vueling. De lá pegamos o transporte para o albergue. Além das opções mais caras destinadas aos turistas preguiçosos, existe o transporte do povão, que foi o que tomamos. Linha S7 até Wien-Mitte e troca para U3 até Westbahnhof. Mais cinco minutos de caminhada e chegamos ao albergue.

O eleito foi o Wombat´s Hostel – The Lounge, onde eu já tinha me hospedado duas vezes e não pensamos em procurar outro lugar em Viena. Todos os quartos possuem banheiro privativo e o café da manhã é excelente. O albergue é limpo e seguro, tem um bar no andar de baixo, uma área grande para refeições e para interagir com a galera.

Wombat´s Hostel - The Lounge

Entrada do albergue na Mariahilferstrasse

Wombat´s Hostel - The Lounge

Recepção - esse casal de brasileiros estava hospedado com um bebê de colo! Muito legal.

Wombat´s Hostel - The Lounge

Área de convivência com sinuca, computadores e sofás.

Depois do check-in a fome já estava dando as caras e fomos direto na tão esperada barraca de Kebab. A Ju provou o primeiro Kebab de rua da sua vida e ficou maravilhada com a sustância da refeição. Lanche + Refri por apenas 5 euros. A próxima obrigação era comprar as passagens de ônibus noturno de Budapest a Praga no escritório da Orangeways que, por sorte, era bem perto do albergue. Não conseguimos comprar esta passagem pela internet pois a empresa aparentemente não aceita cartões de crédito de fora da Europa, coisas de Leste Europeu!

Kebab em frente ao Wombat´s Hostel

O apetitoso Kebab em frente ao hostel! Ninguém passa fome por ali.

Terminadas as obrigações, seguimos a pé rumo ao centro da cidade. Caminhamos por toda a Mariahilferstrasse, uma avenida com muitas lojas atraentes como Zara, H&M e todas essas que estão presentes nas principais cidades européias. O frio era mais ameno que o esperado e a Ju foi “obrigada” a parar na Zara para comprar uma sapatilha, que se tornou o primeiro souvenir da nossa viagem.

Mariahilferstrasse, Viena

A Mariahilferstrasse, avenida com ótimas lojas rumo ao centro da cidade.

Depois de meia hora de caminhada tranquila chegamos ao MuseumsQuartier e à Praça Maria Theresien. O primeiro é um aglomerado de museus, que prometemos voltar para visitar a exposição do Dali no dia seguinte (mas não voltamos). A Praça abriga no centro uma estátua imponente da referida senhora, e dois museus idênticos e lindos, um de frente para o outro.

Museumsquartier, Viena

Museumsquartier, um banho de cultura. Tem museus para todos os gostos e épocas.

Maria Theresien Platz, Viena

Detalhe da Maria Theresien Platz, apresenta dois museus em edifícios idênticos.

Seguimos a caminhada em direção ao Hofburg, complexo que reúne diversos museus, a biblioteca da cidade, os apartamentos da Imperatriz Sisi, entre outros. Em seguida chegamos à Graben, rua de pedestres que marca o centro de Viena. Muitas lojas de souvenir, lojas chiques, cantores de opera ao ar livre e a magnífica Stephansdom, principal igreja da cidade. A visitação é gratuita para algumas partes da catedral, e foi o suficiente para aquele belo final de tarde.

Entrada do Hofburg, Viena

Portal imponente que marca a entrada para o Hofburg, o Palácio Imperial.

Graben, Viena

A Graben, rua de pedestres, e a Pestsäule (Coluna da Peste) em "homenagem" aos mortos em uma epidemia em 1679.

Stephansdom, Viena

Stephansdom, a principal igreja de Viena.

Depois de horas caminhando, era hora da pausa. Fomos em direção ao Café Central, na Herrengasse, pois tínhamos ótimas referências dos doces e da beleza do local. Como já contamos no post das Sobremesas, comemos um strudel e um bolo deliciosos, e descansamos gostoso nas confortáveis poltronas acolchoadas do local.

Café Central, Viena

Repondo as energias no elegante Café Central.

Quando saímos já caía a noite e caminhamos em direção à avenida Doktor Karl-Lueger Ring para ver os prédios da Prefeitura, do Parlamento, e do Burgtheater, todos maravilhosos. Em frente à Prefeitura estava instalado um circo e tinha uma feirinha de comidas típicas, mas resistimos bravamente para não comer aqueles pretzels maravilhosos.

Burgtheather, Viena

O Burgtheather, ou Teatro Municipal, de Viena.

Prefeitura de Viena

Lindo prédio da Prefeitura de Viena, com o Circo Roncalli armado na frente.

Parlamento Austríaco

O prédio do Parlamento, com esse estilo grego, é maravilhoso.

Voltamos ao albergue de metrô e demos aquela boa descansada antes de sair para comer mais alguma coisa pois só de strudel ninguém para em pé. Com o ótimo mapa do Wombat´s em mãos e a confirmação com o recepcionista, escolhemos o MozartStube, restaurante charmoso perto do albergue. Comemos umas belas salsichas com cerveja e ainda paramos para um sorvete antes de nos recolhermos.

MozartStube, Viena

Nada como uma salsicha com cerveja para fechar o dia em Viena.

Dia 2 – Terça-feira, 4/10/11

Nosso único dia completo em Viena começou cedo. Tomamos o excelente e muito recomendável café da manhã do albergue e seguimos para o Palácio Schönbrunn. Vimos no mapa que a distância era de quase 2km e resolvemos ir a pé mesmo, mas não foi legal. A Mariahilferstrasse para a esquerda do albergue não tem nenhum atrativo e vira uma avenida típica de cidade mesmo, então o caminho acaba se tornando chato porque você não vê nada de diferente. O resultado disso foi que chegamos meio cansados e de saco cheio no objetivo.

O Schönbrunn é maravilhoso. O palácio pertenceu à Imperatriz Sisi e pode ser chamado de “Versailles” austríaco. Seus jardins são belíssimos e muito bem cuidados. Edward Mãos de Tesoura teria emprego fácil por ali. A fonte do Netuno também é um belo cenário para as fotos, assim como a Gloriette que fica no alto de uma colina que não subimos por conta do meu joelho recém-operado. Os jardins se estendem para os lados do complexo, com alamedas protegidas pelas árvores retinhas, que não deixam a luz do sol castigar muito. É um ótimo lugar para se perder com a namorada. Para visitar só a parte dos jardins não é preciso pagar. Você paga só se vai fazer algum dos tours que passa pelos quartos da Sisi. Decidimos não fazer, não por sermos pão duros, mas a Ju para minha alegria declarou que não vê graça em visitar quartos antigos e isso nos poupou muito tempo e muito dinheiro ao longo da viagem, imaginem a minha cara de felicidade!

Palácio Schönbrunn

O Schönbrunn com seus milhares de quartos era a residência de verão da família real.

Palácio Schönbrunn

Os jardins coloridos se estendem até a Fonte de Netuno. E lá em cima, a Gloriette.

Palácio Schönbrunn

De trás da Fonte de Netuno podemos tirar boas fotos do jardim e do palácio.

Nos aproximávamos do meio dia e a próxima parada já estava definida – o Naschmarkt! Já contamos aqui em algum post como adoramos mercados de rua e este é o principal mercado de Viena, diversão e fartura garantida! O metrô mais próximo é o Karlplatz, mas fomos de bonde. As barracas ficam todas ao ar livre espalhadas sobre o rio Wien, na rua Wienzeile e por isso é bem comprido. O local é dominado pelos turcos e adjacentes. Há muitas barracas de especiarias, temperos, frutas, azeitonas, queijos… um festival de cores, aromas e sabores. Novamente abusando do mapa do Wombat´s que traz várias dicas muito úteis, fomos até a barraca Dr. Falafel para comer o sanduíche de mesmo nome. Falafel é um bolinho de grão de bico frito, e neste caso recheia um macio pão pita junto com folhas variadas e molhos árabes. O lanche é uma delícia e custou 3,50 euros, mesmo preço do Kebab. Aliás, logo em frente tem uma barraca de Kebab que fazia um gigante, nunca vi igual! Uma tiazinha que parecia estar em horário do almoço do trabalho não hesitou em mandar um mega Kebab pra dentro. Antes de deixar o Naschmarkt ainda comemos um doce árabe, o Baklava, delicioso. Compramos alguns souvenirs e pegamos o caminho da roça para dar aquela descansada de fim de tarde e explorar nossa segunda noite em Viena.

Naschmarkt, Viena

As barracas de temperos colorem o Naschmarkt.

Naschmarkt, Viena

Fortes presenças grega, turca e árabe em Viena. O mercado é dominado por eles.

Naschmarkt, Viena

Vinho? Não! São azeites aromatizados!

Depois do descanso voltamos ao centro pois precisávamos comprar os souvenirs, era a última chance. Além do obrigatório imã de geladeira, os chocolates Mozart dominam o mercado de lembranças da cidade. Ele está por todos os lados e não hesitamos em comprar um saquinho para nós. Ele é realmente delicioso e vale a pena provar e levar para a galera, muito mais legal que o mega clichê Lindt-de-free-shop.

A noite prometia pois decidimos ir à Opera!! Isto mesmo, Opera! Os espetáculos de música clássica são parte da vida dos vienenses e tudo o que é inerente à cultura local atrai nossa curiosidade. Frequentar a Opera em Viena é muito mais fácil do que se imagina. Basta vestir algo decente, de preferência roupa preta, e comparecer minutos antes do espetáculo começar. Ignore, maltrate e xingue os “cambistas” que vão te interceptar no caminho. Seu objetivo é comprar “Standing Tickets” na bilheteria oficial do edifício. Por mais que esses seres desprezíveis falem que os ingressos já acabaram ou que eles te colocam num lugar melhor, ignore. A menos que você seja um verdadeiro entusiasta da música clássica, alguns minutos são suficientes para colocar a Opera no currículo e não se preocupe em sair antes do final pois todos os turistas fazem isso. Entre na Opera pela porta principal e aprecie o interior do local que é magnífico. Não se assuste com a quantidade absurda de japoneses, quando fomos havia um grupo de mulheres vestidas de roupas típicas. Pergunte aos funcionários sobre os Standing Tickets e siga até a bilheteria oficial. Lá você vai entender o por que do ódio aos cambistas. Por 3 euros você compra um ingresso para assistir de pé (não se preocupe, ninguém aguenta ficar lá mais de meia hora). Se o bilheteiro te der a opção, peça na parte superior. Desta vez fomos na inferior e foi um caos, muita gente para pouco espaço e não ficamos nem 10 minutos, além de eu ter arrumado briga com uma japa. Da outra vez que fui, assisti a um ato inteiro na parte superior sem ninguém me encoxando.

Opera de Viena

Lateral do edifício da Staatsoper, a Opera de Viena.

Opera de Viena

Já dentro da Opera, livre dos cambistas, mas ainda tentando desviar dos japoneses.

Opera de Viena

A famosa "cortina" aqui é toda estilizada. Depois que começa o espetáculo não podemos mais tirar fotos.

Depois de dez minutos de Opera estávamos com fome e com vontade de comer algo típico. Mais uma vez o mapa do Wombat´s deu a dica: Figlmüller, o mais tradicional Schnitzel de Viena! Ele fica na Wollzeile, perto da Stephansdom. Pedimos um Wiener Schnitzel, um filé de porco empanado gigante, e uma porção de batatas. Aqui uma constatação: na Europa parece que todos os pratos de comida são individuais, não importa o tamanho. Quando pedimos “só” um Schnitzel, o garçom olhou com uma cara bem estranha do tipo “ou são pobres ou não estão com fome”, mas foi mais do que suficiente! Já que era nossa última noite em Viena, resolvemos meter o pé na jaca e visitar outro café, agora o Diglas que também fica na Wollzeile. Como também mostramos no post das Sobremesas, lá comemos um strudel e um bolo da casa gigantesco e prometemos de ali em diante sempre pedir só uma sobremesa para dividir, como fazemos em São Paulo. Nos enchemos de tal forma que mal conseguíamos caminhar de volta. Caímos na cama pois no dia seguinte tomaríamos o ônibus para Bratislava.

Centro de Viena

Flagra! Mulher imigrante ilegal escondendo o rosto para não ser reconhecida.

Figlmüller, Viena

No cardápio do Figlmüller, a estrela é o Schnitzel.

Wiener Schnitzel - Carne de porco empanada - Viena

Para fechar Viena com chave de ouro, tomamos uma foto emprestada do post dos Restaurantes - o humilde Schnitzel!

Viena é uma cidade que merece muito mais do que apenas um dia e meio. Para quem gosta de museus (e de preferência fala alemão) é um prato cheio. Nossa passagem foi ligeira mas dentro do que a gente esperava. Contemplamos sua beleza, degustamos suas iguarias e caminhamos bastante. Foi um ótimo passeio!

E você, tem mais dicas de Viena? Conhece outros albergues, restaurantes e passeios que valem a pena? Deixe aqui nos comentários para compartilhar com os outros viajantes! No próximo post, falaremos sobre Bratislava.

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