Descobrir o mundo é a nossa maior diversão!
07/05/12 - Europa 2011 – Paris – 14/10/2011 (Dia 12)
Período: madrugada de 13 até tarde de 17 de outubro
Hospedagem:
de 13 a 16/10 - Apartamento alugado por indicação - 65 euros a diária do quarto para o casal.
Noite de 16/10 – Ibis Porte d’Orleans – 45 euros a diária.
Dia 12 – Sexta-feira, 14/10/11
Depois de todo aquele stress dormimos pouco mas como bebês. Foi um sono profundo e reconfortante. Acordamos cedo e o Sol já invadia o apartamento pela janela. A temperatura estava simplesmente ideal para passear, Sol brilhando mas nem muito calor nem frio.
Conversamos com calma e decidimos ficar no apartamento, mas infernizar a vida da Vanessa para ela consertar a descarga durante o dia. Com mais luz e mais tranquilidade, consegui pegar a manha de arrumar a bóia da descarga e cada vez que usávamos eu conseguia arrumar. As coisas começavam a dar certo para a gente!
Ainda não estávamos totalmente livres para passear. Nossa primeira missão em Paris era lavar roupa, que estava acumulada desde Budapeste. Saímos para a rua procurar uma lavanderia. Na primeira que encontramos, uma simpatia absoluta, inglês perfeito do atendente, mas não tinham como lavar para o mesmo dia. Na segunda, uma desgraça, sem inglês e com a típica má vontade francesa, na base da mímica acertamos a retirada para 17 horas. Depois, um belo café da manhã com pain au chocolat e croissaint numa boulangerie lá perto e compras no Monoprix para o jantar do mesmo dia e lanches para comer na rua. Subimos as malditas escadas para guardar tudo no apê e saímos para ganhar a capital francesa.
Assim começava de fato nosso passeio em Paris! Fomos rumo à Fonte Saint Michel onde era o ponto de encontro do Free Tour que iríamos fazer, no mesmo esquema de Budapeste e Praga. Aqui o tour também era em espanhol, oferecido pela New Europe Tours. Pegamos o tour das 13 horas com uma guia colombiana e um grupo bem grande. Já se percebia que Paris era outra pegada, muita gente, muito movimento, tudo muito grande. Totalmente diferente do que estávamos acostumados nas outras cidades da viagem.
O passeio foi na mesma toada de Praga, um misto de aula de história com apresentação dos pontos turísticos, o que é bem legal. Começamos por andar às margens do Sena e conhecer a história de algumas pontes, como a Pont Neuf, que é a mais antiga da cidade. Chegamos na Pont des Arts, uma ponte só para pedestres onde durante o dia artistas exibem e criam seus trabalhos, e onde a noite é um point romântico da cidade. Inclusive lá é o ponto de Paris para aquela tradição de cadeados do amor, que existe em tudo que é cidade do continente. Lá em Paris, como curiosidade, a guia contou que de tempos em tempos a prefeitura passa por lá e faz uma limpa nos cadeados, mandando o amor da galera pro lixo. O motivo é que o acúmulo de cadeados aumenta muito o peso da estrutura e pode derrubar a ponte.
Deixando a Pont des Arts seguimos nossa caminhada rumo ao Museu do Louvre, o mais famoso de Paris, que seria nosso destino no dia seguinte. Depois do Louvre, o grupo seguiu rumo ao Jardin des Tuileries e aquele solzão meio raro no Outono trouxe muita gente para o local, mesmo sendo sexta à tarde. Ali nossa guia nos contou mais uma curiosidade sobre o plano urbano de Paris: o Barão Haussmann, que comandou o plano de urbanização de Paris no final dos anos 1800, concluiu que cada habitante não poderia caminhar mais que 30 minutos para chegar em um parque ou jardim, por isso o número enorme destes espaços de lazer na cidade.
Nosso próximo destino era a Place de la Concorde, a maior praça de Paris e onde começa a famosíssima avenida Champs-Élysées. Nesta praça fica o Obelisco de Luxor, monumento de 3300 anos que foi presente dos egípcios aos franceses e colocado na praça no ano de 1836. O Obelisco alinha-se perfeitamente ao longo da Champs-Élysées com o Arco do Triunfo e o Arco de la Defense. No sentido contrário, em direção ao Louvre, ele alinha-se com o Arco do Carrossel e a pirâmide do museu.

A Place de la Concorde é a maior da cidade, e marca o início de uma das avenidas mais famosas do mundo.

Paris proporciona belas imagens como esta, com a Torre Eiffel ao fundo nivelada com as luminárias da praça.
Entramos na Champs-Élysées para a parte final do nosso tour. Caminhamos por alguns quarteirões ouvindo mais histórias da cidade e chegamos ao Grand Palais e ao Petit Palais. Lá a guia nos contou sobre o papel de Paris e seus habitantes na 2a. Guerra Mundial e deu por encerrado o tour, mais de 3 horas depois do seu início e muitos quilômetros percorridos. No final, aquela típica gorjeta que já estávamos acostumados, e cada um tomando seu caminho.
Sinceramente, o tour de Paris não foi o que esperávamos. Não pela guia, que foi muito bem nas suas explicações. Talvez nós que tivemos expectativas exageradas. A gente fez o tour pensando que já iríamos conhecer alguns lugares de Paris para não precisar voltar. Porém, como a cidade é imensa e as distâncias são longas, este tour foi mais para “mostrar” onde estão as coisas. Lá longe é o Arco do Triunfo, lá na ponte que partiu é a Torre Eiffel, lá onde Judas perdeu as meias é o Museu d´Orsay, etc… O tour foi mais para contar história e dar uma situada na cidade. Muito diferente de Budapeste e Praga, onde de fato estivemos nos pontos turísticos. Claro que não dá para comparar o tamanho das cidades, e aí que a gente falhou ao imaginar que poderíamos eliminar necessidades ao fazer este tour.
Já fomos ao metrô meio com pressa pois estava chegando a hora de recolher nossas roupas lavadas. Enquanto fazíamos o tour, trocamos umas três mensagens com a Vanessa e ela disse que estava difícil achar encanador mas no fim das contas ela ia levar um amigo dela que sabia consertar coisas e que ia dar um jeito! Não nos restou outra opção senão dar risada, mas beleza! Pegamos as roupas na francesa mau humorada e antes de voltar para o apê fomos a um lugar muito especial. Na esquina do prédio tinha uma sorveteria Amorino. Nós havíamos ido em Barcelona e simplesmente piramos. Quem nunca foi, não deixe de ir se estiver em alguma cidade onde eles têm suas lojas. O sorvete é sensacional, os sabores são incríveis e para completar até a apresentação é especial. Tomamos nosso belo sorvete e voltamos até contentes para subir os 5 andares de escada.
Parece que foi combinado. Cinco minutos depois que chegamos, chegaram os encanadores! O marido e um amigo da Vanessa, dois tipos engraçados, tipo que olhamos e pensamos “esses caras vão piorar a situação”. No fim das contas, descarga consertada, mas provisoriamente. O cara nos garantiu que ia funcionar sem problemas e acreditamos. A Vanessa chegou já no fim do conserto e ainda trouxe um chocolate de presente de aniversário para a Ju! Fiquei muito feliz com minha descarga funcionando, a Ju com o chocolate dela e a Vanessa com o fim da nossa perseguição via SMS. Assim, a normalidade foi restaurada e nossos problemas tinham terminado, apesar da chinesa maldita.
Isto posto, a noite já caía e resolvemos sair para apreciar a Cidade Luz com suas luzes acesas. Fomos caminhando até a Notre Dame e depois ao Quartier Latin. Achamos maravilhoso este pedaço, com suas estreitas ruas agitadas pelos turistas e pelos malucos que ficam fora do restaurante te chamando para entrar. Os letreiros chamativos, os aromas e cardápios são uma tentação. Prometemos voltar para comer por ali um belo churrasquinho grego!
Depois de um belo passeio noturno voltamos ao nosso apê. Fizemos nosso jantar com as coisas que compramos no Monoprix: macarrão com molho de tomate, quiche lorraine e vinho tinto barato, mas gostoso, tomado em taças de plástico. Que marrravilha!! Fomos dormir bem mais felizes que no dia anterior e muito empolgados para comemorar o aniversário da Ju!
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