Descobrir o mundo é a nossa maior diversão!

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Período: tarde de 5 até manhã de 6 de outubro
HospedagemHostel Blues – 49 euros o quarto privado para casal com banheiro. Sem café da manhã.

Dia 3 – Quarta-feira, 5/10/11

Depois de acordar e tomar o excelente café da manhã do Wombat´s fizemos o checkout e seguimos rumo a estação de metrô Erdberg, onde fica o ponto de partida dos ônibus da Eurolines Austria. Optamos em ir a Bratislava de ônibus pois é mais barato (6,60 euros) e a chegada é na estação Novy Most, pouco conhecida, mas melhor localizada que a rodoviária da cidade, e muito melhor que a estação de trem que é afastada do centro.

De Erdberg saem 10 ônibus diários com parada final no Aeroporto de Bratislava. A viagem até Novy Most dura uma hora e os horários podem ser consultados aqui. Compramos o bilhete na hora e o ônibus zarpou quase vazio. A estação de partida é bem equipada e possui banheiro (pago), elevador e alguns lockers.

Chegamos na capital da Eslováquia 12:30 após uma tranquila viagem. A temperatura havia caído em relação à Viena e esse foi só o primeiro de muitos dias com mais frio e alguma chuva na viagem. Desembarcamos embaixo da Novy Most, a popular Ponte UFO. O Hostel Blues estava a menos de 2km dali mas como estávamos com malas decidimos ir de bonde. Compramos o bilhete em uma maquininha e fomos para as margens do Danúbio tomar o Bonde número 4 rumo à parada Kammene Namestie.

Fomos recebidos no ótimo Hostel Blues, que fica em um edifício às margens do centro histórico e ao lado de um enorme hipermercado (Tesco). Pegamos um quarto para o casal com banheiro privativo que era bem competente e tinha até TV. Sem enrolar muito, largamos as malas, jogamos água na cara e saímos para passear.

A área turística de Bratislava é pequena e pode ser facilmente percorrida a pé. Nós começamos pelo centro histórico, que fica a 10 minutos de caminhada do albergue. Entramos naquele emaranhado de ruazinhas medievais com um objetivo: sentar, comer e tomar uma bela cerveja. A Eslováquia entrou na zona do Euro há pouco tempo e os preços estão muito mais altos que na época da velha coroa eslovaca. Hoje em dia a cidade está tão ou mais cara que Praga, enquanto que há três anos, quando estive lá por 3 vezes (uma delas vocês podem conferir aqui), os preços eram ridículos e se podia comprar meio litro de cerveja por algo como 2 reais. Mesmo sendo uma 4a. feira, o centro estava cheio e muitos grupos de excursão, principalmente de idosos, circulavam por ali. Apesar do frio de uns 15 graus, as mesinhas tomavam conta da calçada.

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Centro histórico da cidade, com ruas de paralelepípedo e muitos bares com mesa do lado de fora.

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Os grupos turísticos da 3a. idade marcavam presença. Também, turismo de 4a. feira só pros aposentados mesmo.

Achamos um restaurante que parecia legal e sentamos no terraço para comer tranquilos. Pedimos duas Zlatý Bažant, ótima cerveja local, e diferentes tipos de salsichões. Eu fui em um vermelho e a Ju pediu um branco com pretzel, típico da Bavária na Alemanha afinal era época de Oktoberfest. A conta ficou em torno de 25 euros. A comida e a cerveja estavam deliciosas e nos garantiram mais algumas horas de caminhada. Antes de continuar, paramos no Shtoor Café para comer um doce. Honesto mas sem comparação com as orgias de glicose que experimentamos em Viena.

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O salsichão está em todas. É a comida típica da Alemanha para a direita no mapa da Europa.

O centro é bonito mas não há muito o que entrar para ver, é mais um passeio mesmo. Não deixe de procurar pelas 4 famosas estátuas de bronze que representam diferentes figuras humanas: o observador é um homem saindo de um buraco de esgoto, o papparazzi, o soldado do exército francês e o simpático tiozinho da cartola.

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O simpático "Observador" original e um imitador barato tentando fazer graça.

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Aqui o tiozinho do chapéu, mais uma estátua "interativa" nas ruas de Bratislava.

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A praça principal da cidade, quadrada e rodeada por edifícios coloridos ao melhor estilo Leste Europeu Medieval.

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Mais um bonito prédio que compõe o cenário da praça central.

Depois de passear pelo centro fomos rumo ao castelo de Bratislava, que fica no alto de uma colina perto da Novy Most. Fomos a pé mesmo e o caminho é longo. A subida é íngreme, mas chegando lá em cima a vista compensa. É possível ver todo o centro da cidade, as pontes sobre o Danúbio e o outro lado da cidade, que herda a arquitetura comunista com prédios residenciais cinza e sem graça (na verdade, parecidos com os nossos conjuntos habitacionais).

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O centro da cidade e o Rio Danúbio vistos dos arredores do castelo.

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A Novy Most é chamada de Ponte UFO por conta dessa estrutura que lembra um disco voador.

O castelo é bem bonito e protegido pela imponente figura do Svatopluk. Parece que não há muito o que visitar por lá, mas tem bons banquinhos para descansar da subida e ficar admirando o Rio Danúbio e a beleza da fachada recém restaurada do castelo. Além, claro, de observar o vai e vem dos grupos de velhinhos.

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A fachada do castelo foi reformada recentemente e ficou muito bonita. Na frente, o destemido Svatopluk.

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Mais um ângulo para apreciar esse belo castelo.

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Rua do centro da cidade vazia em pleno dia de semana a tarde.

Nossa próxima parada era a estação de trem para comprarmos o bilhete do dia seguinte para Budapeste. Saímos pela saída oposta a que entramos para propositalmente dar uma volta maior na cidade. A tranquilidade desta capital impressiona, o trânsito inexiste e parece que estamos caminhando numa cidade do interior em um domingo. Tomamos um bonde rumo a estação e compramos sem maiores problemas a passagem das 09:54 para Budapeste que nos custou mais ou menos 20 euros cada uma.

Uma pausa aqui para explicar rapidamente aos que se espantam “como esses caras tomaram um bonde do nada para a estação???”. É muito fácil se locomover nas principais cidades européias, só basta um pouco de paciência e bom senso. Com um mapa na mão fica fácil se localizar, saber onde você está e quais as ruas ao seu redor. Além disso, em todos os pontos de ônibus, trem, bonde, que seja, existem placas informativas com as rotas. Gastando alguns minutos para se ambientar com esses informativos, depois de um tempo basta bater o olho que você identifica para onde vai cada busão. Também é importante saber como se chama a estação central de cada cidade e isso é obrigatório você fazer antes de viajar. Se você não curte muito idiomas e mapas, pelo menos alguém do seu grupo tem que saber isso. Sabendo que em Bratislava a estação principal de trem se chama Hlavná Stanica (Estação Central – uau – em eslovaco) era só olhar nos informativos se naquele ponto passava algum bonde que ia para lá, se não vamos para o próximo ponto.

Então pegamos o bonde de volta e descemos em frente ao albergue. Já era fim de tarde e antes de descansar, passamos no Tesco e compramos o café da manhã do dia seguinte, que seria pães, frios, suco e cream cheese. Outro ponto muito interessante em viagens é conhecer os supermercados locais. Não se importe com o idioma, você vai conseguir o que quer, as imagens dizem tudo! Finalmente chegamos em casa e demos aquela descansada, pois a noite tinha mais. Antes de sair, ainda aproveitamos os computadores com internet gratis e conexão USB do albergue para passar as fotos das câmeras para o pen drive e já colocar algumas no Facebook, mandar por email para os pais e etc. Um dispositivo muito útil para levar é um leitor portátil de cartões de memória, como esse aqui que nós temos. Dessa maneira você saca o cartão da sua câmera e encaixa neste dispositivo que conecta via USB com um computador.

Saímos para passear à noite com dois objetivos: comer em alguma barraquinha de rua e tirar fotos noturnas. Fomos em direção à praça central e lá tiramos belas fotos, inclusive uma meio sem querer que fez muito sucesso e vocês logo verão qual é aí embaixo. A tranquilidade total nos permitia deixar a câmera no timer e tirar fotos juntos. Repetindo, quarta-feira à noite, capital de um país, praça principal, câmera solta. Dá para imaginar isso aqui? Bom, nem aqui nem na maioria das capitais do mundo, Bratislava é realmente um achado.

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Câmera no timer, sai correndo para beijar a Ju, e a foto sai assim, com esse efeito romântico!

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Bratislava também é muito bonita à noite, com os prédios bem iluminados.

Nossa busca pela comida de rua não teve sucesso e passamos a procurar por um kebab de carne. Só achamos de frango. Aliás, quando perguntei por um de carne no McKebab a atendente fez uma cara estranha que indicava que lá em Bratislava todos os kebabs são de frango. Já estava ficando tarde e, mais uma vez, não estamos em São Paulo. A capital mais interiorana da Europa foi fechando as portas e não encontrávamos onde comer. Finalmente achamos um bar/pizzaria que já estava bem vazio, mas comemos uma pizza meia boca (para quem come pizza em São Paulo toda sexta-feira, nunca nenhuma pizza do mundo será boa o suficiente) e tomamos uma Krušovice, cerveja tcheca. Voltamos ao albergue para dormir e acordar cedo para tomar o trem rumo a Budapeste!

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Estávamos apenas começando a parte cervejeira da nossa viagem.

Dia 4 – Quinta-feira, 6/10/11

Nosso despertador tocou bem cedo e era hora de deixar a simpática Bratislava. Tomamos café na bela cozinha comunitária do albergue com as coisas que compramos no Tesco. Enquanto a gente saboreava nossos lanches de pão, frios e cream cheese, alguns japas mandavam uns cup noodles e algo que parecia um refogado de carne, às 8 da manhã. Isso é o que nas aulas de inglês chamam de “cultural shock” amigos!

Fizemos o checkout e fomos de bonde até a Hlavná Stanica (Estação Central, lembram?). Lá compramos Coca e um salgado para dar aquela garantida no trem pois a viagem duraria 2:40.

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Esperando o trem para Budapeste. Curiosidade: a parada final do trem é Belgrado, capital da Sérvia.

Nossas impressões de  Bratislava

Podemos dizer que a cidade é bem simpática e vale a visita. Apesar de ser uma capital, não tente compará-la com as vizinhas Viena, Budapeste e Praga, e tente curti-la como uma cidadezinha medieval que por acaso é a capital de um país! Para conhecer toda a cidade e ainda o Castelo de Devin, que fica há alguns minutos de ônibus da Novy Most, o recomendável são dois dias inteiros. Nós não passamos nem um dia lá, pois chegamos no início da tarde e saímos na manhã seguinte, então ficamos só com a parte central da cidade. Não vá achando que Bratislava é uma cidade barata, com o Euro os preços subiram muito. Vá disposto a caminhar e se perder nas ruazinhas do centro, sem se preocupar com museus e atrações fechadas. E não deixe de tomar cerveja, seja ela eslovaca ou tcheca!

No próximo post da nossa viagem, chegaremos a Budapeste e contaremos tudo sobre o Festival da Palinka e da Salsicha, o nosso apartamento roxo e o nosso primeiro free tour.

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  • Renato Mendes

    Bom blog amigos! Também estive na Bratislava em 2011 e fiquei hospedado exatamente no Hostel Blues.
    Cheguei lá em maio, emplena Copa do Mundo de Hóquei no Gelo, o esporte nacional deles! Imaginem a loucura!

    Convido-os a conhecer o meu blog e espero trocar algumas experiências!

    Segue o link do 2 Pelo Mundo http://www.twoaroundtheworld.blogspot.com.br/

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Somos Thiago e Juliana e amamos viajar! Através deste blog vamos compartilhar nossas experiências, dicas e planos para futuras viagens. Contato

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