Descobrir o mundo é a nossa maior diversão!
Período: madrugada de 13 até tarde de 17 de outubro
Hospedagem:
de 13 a 16/10 - Apartamento alugado por indicação - 65 euros a diária do quarto para o casal.
Noite de 16/10 – Ibis Porte d’Orleans – 45 euros a diária.
Dia 15 – Segunda-feira, 17/10/11
No nosso último dia em Paris tínhamos separado apenas algumas poucas atrações que estavam faltando, já que por volta de 15 horas teríamos que tomar o trem para o Aeroporto Paris-Orly, e então seguir para Barcelona. Fizemos checkout no hotel e nos mandamos para a Île de la Cité para finalmente entrar na Catedral de Notre-Dame. No caminho passamos em uma padaria, ou Boulangerie, perto do metrô e tomamos nosso último café da manhã parisiense. É óbvio que não faltou Pain au Chocolat!
Eram mais ou menos 10 da manhã quando chegamos na frente da Notre-Dame. Por incrível que pareça, tinha um pouco de fila! É impressionante o fluxo de turistas em Paris, mesmo numa segunda-feira de manhã, a atividade está a todo vapor. A entrada é gratuita e lá fomos nós conferir o interior da Catedral mais famosa de Paris.
Lá dentro, a atividade comercial também bombava, assim como na Sacre Coeur. É até estranho imaginar que pessoas comuns, cidadãos, ainda vão lá para rezar ou para assistir a missas. Parece que o que um dia foi uma Catedral hoje é um edifício histórico voltado exclusivamente para o turismo. Demos a tradicional circulada por dentro da igreja nos locais permitidos, olhamos as capelas, o órgão, os vitrais. Enfim, uma belíssima obra de arte!
Deixamos a Île de la Cité rumo ao Arco do Triunfo. Descemos na estação de metrô Charles de Gaulle-Étoile e demos de cara com o bicho. O primeiro ponto turístico que vimos quando chegamos seria também o último. O monumento foi construído por ordem de Napoleão Bonaparte para celebrar as suas grandes vitórias. Porém, ele só foi finalizado em 1836, 15 anos após a morte do famoso General.

O Arco impressiona pelo tamanho e pela beleza. Comparem com a motoquinha para ter uma ideia de como é grande.
É incrível pensar como aquele monumento pesado e tão complexo foi construído há tantos anos, sem a tecnologia que temos hoje. A riqueza de detalhes, os significados de cada estátua e cada nome gravado na pedra poderia nos ocupar o dia inteiro de admiração. O túmulo do Soldado Desconhecido, que homenageia os soldados mortos e não identificados nas duas grandes guerras mundiais, é destaque. Sua “Chama Eterna” só foi apagada uma vez, por um turista mexicano bêbado após a Final da Copa de 1998.
O Arco do Triunfo é mais um integrante do “Eixo Histórico”, que conta com a Pirâmide do Louvre, o Arco do Carrossel, a Champs Elysées, o Obelisco de Luxor e o Arco de la Defense, todos perfeitamente alinhados. Da praça em que está o Arco saem 8 avenidas e a principal é a própria Champs Elysées.

Estes nomes de cidades são batalhas vencidas pela França. Na parte de dentro estão os nomes de importantes Generais.
Depois de admirar o Arco do Triunfo começamos descer a Champs Elysées, uma das avenidas mais famosas do mundo. Lá o que pega é o famoso “window shopping” onde pessoas humildes como nós só ficam olhando as vitrines das lojas famosas, sem comprar nada. É interessante que na avenida há várias lojas-conceito e showrooms, mostrando o melhor de cada marca. As lojas de marcas de automóveis são muito legais e convidam os turistas a entrarem, mesmo sabendo que a grande maioria não vai gastar um centavo, mas é mais um trabalho de marca do que de venda imediata.
As mulheres vão à loucura com a vasta gama de marcas top no ramo de beleza, acessórios e roupas. Em plena segunda de manhã, havia fila para entrar na loja da Louis Vuitton! Seguimos caminhando naquela meca do luxo mundial e paramos na Ladurée, aquela caríssima doceria que tínhamos comprado uns doces. Entramos para comprar uns macaróns para levar para casa e a Ju resolveu tomar um cafezinho, com certeza o mais caro de todos os tempos!

Ju posando de rica na vitrine da Louis Vuitton! Tinha fila para entrar na loja, e era segunda-feira de manhã!
Depois deste curto passeio não havia tempo para mais nada. Infelizmente, era hora de partir. Pegamos o metrô até a Gare d’Austerlitz, recolhemos nossas malas dos lockers e partimos para o Aeroporto Paris-Orly. Próxima parada: Barcelona!
Nossas impressões de Paris
Paris é tudo aquilo que dizem: romântica, intensa, linda, cheia e tudo mais. Nossa impressão não foi diferente. Mas ela é tão, tão cheia, que acaba perdendo um pouco do encanto, na nossa opinião. Parece que todo mundo é turista na cidade, que não existem nativos. Em todos os pontos turísticos há filas, a qualquer momento. Lembra um pouco um parque de diversões, que para cada brinquedo você enfrenta uma fila. Não sei se há outra cidade no mundo que se compare a Paris neste sentido. Londres e NY talvez cheguem perto, mas nunca vi uma cidade com tanta fila e tanta gente concentrada quanto Paris.
Nós ficamos lá por 3 dias e meio e realmente não foi suficiente. Claro que nossos problemas de hospedagem cortaram quase um dia inteiro do nosso tempo, mas mesmo assim com este tempo só dá mesmo para ver o básico. Das coisas que fizemos, não achamos o Free Tour fundamental como em outras cidades. Lá em Paris as 4 horas do passeio podem ser usadas com mais objetividade. Outros lugares já sabemos que não precisamos voltar em uma futura visita como a Saint-Chapelle, Notre-Dame, Versailles e o Arco do Triunfo. Já outros pontos muito interessantes como o Museu d’Orsay, as Catacumbas, a Conciergerie e Les Invalidés, entre outros, ficarão para nossa próxima passagem por lá.
Como não poderia deixar de ser, Paris é um lugar onde também se come muito bem. Todo mundo sempre tem um amigo que foi a Londres ou Paris e disse que comeu mal, que tudo era caro e ruim e ele teve que comer no McDonald´s. Provavelmente esse cara viaja pensando em arroz, feijão e bife. Existe comida para todos os gostos e bolsos em Paris. Nós passamos MUITO bem aproveitando as delícias internacionais do Quartier Latin, a influência judaica no Marais e o cotidiano dos franceses no Monoprix. E ainda ficamos com vontade de comida tailandesa, indiana, marroquina… sem falar na própria culinária francesa e seus doces sensacionais.
Assim como Londres, Paris é uma cidade que você pode voltar 200 vezes e sempre vai ter algo diferente a experimentar. Então, depois desta primeira vez bem básica, na próxima já começaremos a aproveitar melhor!
Tags: arco do triunfo, champs elysees, laduree, notre dame, paris





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