Descobrir o mundo é a nossa maior diversão!

Paris

Período: madrugada de 13 até tarde de 17 de outubro
Hospedagem:
de 13 a 16/10 - Apartamento alugado por indicação - 65 euros a diária do quarto para o casal.
Noite de 16/10 – Ibis Porte d’Orleans – 45 euros a diária.

Dia 13 – Sábado, 15/10/11 – Aniversário da Ju!

O dia mais uma vez amanheceu maravilhoso e acordamos empolgados para comemorar o aniversário de 30 anos da Ju com tudo o que ela tinha direito. Deixamos as atrações preferidas dela para este dia, que começaria com a visita ao Museu do Louvre. Depois, a ideia era passar na clássica doceria Ladurée para comprar um bolo e almoçar em uma barraquinha de Falafel no bairro do Marais, uma famosa por ser a preferida do Lenny Kravitz. À tarde, visitar a Notre Dame e a Saint-Chapelle e às 17 horas fazer o tour de barco pelo Rio Sena, apreciando o por do sol. À noite, jantar especial preparado no nosso apê.

Depois do café da manhã da aniversariante, saímos de casa por volta de 9 horas e fomos direto ao escritório de turismo próximo ao Museu para retirar nosso Museum Pass. Este passe é muito interessante e dá direito a entrada em vários museus da cidade, muitas vezes com o direito a furar a fila. Nós escolhemos o passe válido por 2 dias e pagamos 35 euros cada.

Chegamos ao Louvre logo em seguida e o movimento ainda estava fraco. Tiramos quinhentas fotos nos arredores, com pirâmide, Arco do Carrossel, fachada do Museu e etc. e aí decidimos entrar. A fila era pequena mas resolvemos furá-la mesmo assim para fazer valer nosso Museum Pass. O Louvre era a atração mais aguardada pela Ju em toda viagem. Ela é uma “museóloga” convicta e gosta de ler cada explicação de cada quadro então eu já estava preparado para passar horas lá dentro.

Arredores do Louvre

Os belíssimos arredores do Museu do Louvre.

Arco do Carrossel

O Arco do Carrossel fica em frente à famosa Pirâmide do Louvre.

Arco do Carrossel

E ele é perfeitamente simétrico ao Obelisco de Luxor e ao Arco do Triunfo, como dá para ver bem no meinho da foto.

Pirâmide Louvre

Já dentro da Pirâmide, entrando no museu.

Logo na entrada pegamos nosso mapa (que você pode inclusive levar de casa, clique aqui) e resolvemos seguir o roteiro das principais obras inicialmente. As estátuas e os salões imensos impressionam qualquer um. A quantidade de gente também! Depois de alguns minutos convivendo com a horda de turistas a Ju já se conformou que não ia conseguir o sossego para apreciar as obras como teve na National Gallery ou no Museu do Prado. Isso aliado a que a maioria das explicações das obras estava em francês fez ela desistir de vez de passar o dia inteiro lá dentro (ufa!!!!).

Salão Louvre

Os salões do Louvre são magníficos.

Esculturas Louvre

O Louvre tem intermináveis salas com esculturas de várias épocas.

Fomos percorrendo a rota das obras famosas. O Código de Hamurabi, a Vênus de Milo, a lendária e protegida Monalisa, entre outros trabalhos magníficos. É uma sensação incrível presenciar obras tão emblemáticas realizadas em épocas tão diferentes. Na verdade, é uma grande contemplação à genialidade da raça humana. Infelizmente, a quantidade e o comportamento do pessoal descaracteriza um pouco a experiência, mas não há o que fazer. Uma ala que nos chamou muito a atenção foi a dos aposentos de Napoleão III, o sobrinho do Napoleão mais famoso. Ele foi Rei da França e nesta parte do Louvre temos a noção de como era viver em um Palácio. Os detalhes, a ostentação, os exageros… pobres das pessoas que tinham que limpar tudo isso!!

Código de Hamurabi

O Código de Hamurabi, "olho por olho, dente por dente!"

Vênus de Milo

A Vênus de Milo.

Vitória de Samotrácia

A Vitória de Samotrácia, que representa a Deusa Nike.

Monalisa

Olha como é a situação para chegar perto da Monalisa! Ela está lá no fundo, é aquele quadrinho lá.

Aposentos Napoleão III

Belo lustre do Napoleão III.

Aposentos Napoleão III

Mesa de jantar para os convidados do Napoleão III.

Acabamos saindo do Louvre depois de apenas 2 horas de passeio mas deu para ver o principal. Saindo do museu resolvemos ir primeiro ao bairro do Marais procurar o lendário Falafel do Lenny Kravitz. Apesar de ser longe, decidimos ir a pé mesmo para caminhar bastante pela cidade naquele sábado que estava maravilhoso. Nesta caminhada sentimos pela primeira vez que Paris não era brincadeira. No dia anterior, como estávamos no tour e seguíamos a guia, não foi muito perceptível, mas agora que tínhamos que ir de um ponto X a um ponto Y que no mapa parecia bem perto, o bicho pegou. Paris é uma cidade enorme e depois de passear por Viena, Praga e Budapeste, você tem que reprogramar seu cérebro para ler os mapas. As distâncias que você olhava e fazia em 5 minutos a pé, em Paris viram 15 ou 20 minutos. Andamos, andamos e andamos até chegar no Marais, o bairro que concentra boa parte da comunidade judaica da cidade.

Louvre-Rivoli

Na saída do Louvre, o metrô com a sinalização clássica de Paris.

Georges Pompidou

O moderno Centro Georges Pompidou desafia o domínio das formas clássicas.

No caminho passamos pelo Centre Georges Pompidou, um edifício moderno que contrasta com os prédios clássicos da cidade. Chegamos no Marais e o bairro parece um labirinto. Aí percebemos outra característica dos mapas de Paris: algumas ruas simplesmente não aparecem! É óbvio, mas para quem vinha de 10 dias de viagem em “mini-cidades”, a ficha demora a cair. Finalmente chegamos no L’as du Fallafel, o obscuro point de Lenny Kravitz em Paris! Olha ele aí embaixo:

L'as du Fallafel

Nem Lenny Kravitz, nem fallafel... fica para a próxima!

Pois é! O maldito estava fechado! Mas a decepção foi apenas momentânea. Logo ao lado tínhamos uma outra barraca que se auto intitulava “The Best Fallafel in the World”. O melhor do mundo!! E quem somos nós para discordar? Os dois imigrantes árabes que tocam a barraca serviam tranquilamente o tumulto de pessoas da fila. Quando chegou nossa vez fomos muito bem atendidos, a Ju ganhou uma fatia extra de berinjela e eu um bolinho extra porque não queria berinjela. Comemos ali perto, desviando de umas pombas boas de mira. Só não sei se era o melhor do mundo porque o do Lenny estava fechado, mas achamos este melhor que o de Viena. E assim a Ju teve seu almoço perfeito no dia do seu aniversário.

Fallafel

Povo esperando pacientemente o atendimento no Melhor Fallafel do Mundo.

Fallafel

Juju tendo seu almoço de rainha de 30 anos! Simples, delicioso e cheio de história!

Do Marais fomos a pé para a Catedral de Notre Dame. A igreja mais famosa de Paris fica lá “perto” mas a fila para entrar estava gigantesca. A entrada na igreja é grátis e só se paga para subir na torre. Ambas as filas estavam gigantescas e como a Ju não é muito fã de subir em coisas estreitas, deixamos para entrar só na igreja no nosso último dia e fomos direto à Saint-Chapelle.

Notre Dame

Sábado não é um bom dia para tentar ir na Catedral de Notre Dame.

Muita gente diz que a Saint-Chapelle é a igreja mais bonita de Paris. Seus vitrais enormes ficam maravilhosos recebendo a luz do Sol e é essa imagem que atrai os turistas para esta acanhada capela. A fila também estava rodando o quarteirão. Pegamos apenas um pedaço dela e quando passamos pelo primeiro ponto de controle já pudemos furar o resto da fila devido ao nosso sagrado Museum Pass. A capela realmente é bem apertada e tudo que há para ver são os vitrais mesmo. Bancos colocados em cada lateral são usados para sentar e apreciar a obra. A visita não dura 10 minutos, e pelo tempo de fila e o preço, é algo que uma vez basta.

Saint-Chapelle

A Saint-Chapelle realmente é tudo aquilo que dizem!

Saint-Chapelle

Dizem que é melhor visitar a tarde quando o Sol invade os vitrais!

Nosso próximo destino era a Ladurée, a doceria mais tradicional de Paris. Nossa ideia era comprar um bolo para comemorar o aniver da Ju a noite no apê. Fomos caminhando naquela bela tarde de sábado pela margem do Sena observando os bouquinistes, que é o pessoal que vende livros, revistas e antiguidades em bancas verdes. Chegamos até a rue Bonaparte e dobramos á esquerda para chegar à Ladurée. Só para variar um pouco, a fila já estava do lado de fora da doceria. Depois de alguns minutos e um pedido para tirar fotos negado, chegou a nossa vez. Imediatamente desistimos de comprar o bolo! O menor custava uns 30 euros!!! Acabamos comprando dois bolinhos, chamados “Religieuses” para a noite e outras guloseimas para degustar no passeio de barco. A conta da loja de doce saiu mais do que salgada!

Saindo da Ladurée, nos dirigimos à Pont Neuf para fazer o tour de barco no Rio Sena. Compramos o bilhete pela internet na empresa Vedettes du Pont Neuf. Os barcos saem de meia em meia hora e não é preciso marcar horário no bilhete, só imprimir em casa e aparecer na hora do embarque. O tour dura 1 hora e se comprado pela net sai de 13 por apenas 8 euros.

Ficamos na parte de baixo do barco porque a de cima, aberta, lotou. Mas isso não prejudicou em nada o passeio. Já era final de tarde e nossa ideia era pegar o por do Sol. Na ida, o barco passa primeiro pelo Louvre, e segue até a Torre Eiffel. Nas proximidades da Torre, ele faz a volta e começa o regresso passando pelo Museu d’Orsay, Notre Dame e indo até o canal do Sena, onde faz a volta novamente para retornar ao ponto inicial. O trajeto todo é narrado em inglês por um cara metido a engraçado. Durante a viagem saboreamos nossos doces maravilhosos da Ladurée e tiramos bastante fotos. No final do passeio, o Sol já estava se pondo e o cenário ficou ainda mais bonito.

Pont Neuf

Pont Neuf, a mais antiga a cruzar o Sena, é o ponto de partida do nosso passeio fluvial.

Pont des Arts

A Pont des Arts seria a mais charmosa de Paris?

Torre Eiffel

Pela primeira vez vimos a Torre Eiffel em todo seu esplendor.

Ponte Alexandre III

A Ponte Alexandre III é considerada por muitos a mais bonita do Sena.

Ponte no por do Sol

As pontes ficam ainda mais bonitas com o Sol se pondo no final da tarde. Puro romantismo!

Vedetts du Pont Neuf

Acabou o passeio, chegamos de volta ao ponto de partida.

A Ju estava radiante porque conseguiu fazer tudo o que queria no dia do seu aniversário. Louvre, Falafel, Saint-Chapelle,  Ladurée, Tour no Sena… para fechar a comemoração, só faltava o jantar que prometi a ela. Para minha sorte, ela não queria um jantar chique em um restaurante de Paris, e achou mais legal a ideia de a gente comprar queijos, frios e vinho e ficar no aconchego do nosso apertado apê.

Como nativos parisienses, fomos às compras. Pela primeira vez na vida, entramos em uma loja só de queijos. Depois, fomos em uma de vinhos e pedimos indicação para o especialista da loja a fim de harmonizar com os queijos que compramos. Pegamos um ótimo vinho por menos de 10 euros!! Voltamos para casa e o resultado você pode ver aí:

Camembert

hmmmm queijo Camembert, que beleza!!

Jantar em Paris

Jantar simples mas com muito amor. Frios, queijos, baguete, mostarda de Dijón e vinho branco! Feliz aniversário Ju!!

Religieuse Ladurée

O bolo da Ju! O recheio é o néctar dos deuses, que coisa mais maravilhosa! Obrigado Ladurée!

Assim terminamos oficialmente as comemorações de 30 anos da Ju em Paris! No dia seguinte precisávamos sair do apê e ir para um hotel, então vem correria aí… e ainda fomos em Versailles e na Sacré Coeur. Fique ligado no próximo post!

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