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Grana ou cartão? O que levar?Hoje estava conversando por MSN com nosso amigo José Antônio, vulgo Zé Toninho, e estávamos falando sobre sua futura viagem para a Europa. No meio da conversa, surgiu um assunto interessante – dinheiro!

Começamos a discorrer sobre como gerenciar o nosso dinheiro em viagens ao exterior. Baseado em experiências que tivemos, vou contar pra vocês a nossa opinião sobre este assunto, e como você pode economizar uma grana ao fugir das casas de câmbio. O texto é bem longo mas se você for viajar e está na dúvida, vale a pena ler pois as dicas são boas.

Em primeiro lugar, temos 3 tipos mais comuns de “dinheiros” em viagens – o dinheiro vivo, o cartão de crédito internacional, e o cartão de débito (tipo Visa Travel Money ou Cash Passport). O velho “Traveller Check” é muito pouco usado atualmente.

A seguir vamos colocar alguns aspectos a se levar em consideração e sua relação com cada tipo de dinheiro, sem contar obviamente suas características inerentes (por exemplo, pagamento só no vencimento da fatura para cartões de crédito, aceitação universal para o dinheiro vivo, etc.):

Cotação da moeda

O Cartão de Crédito é o único que opera na cotação oficial. Ou seja, quando você faz uma compra, na sua fatura o valor vem convertido para reais seguindo a cotação do mercado, aquela que você descobre digitando no Google (como vimos alguns posts atrás) ou acompanhando o noticiário. Já para trocar seus reais por moeda estrangeira seja ela em dinheiro vivo ou carregando o cartão de débito, você cairá na armadilha das sórdidas casas de câmbio, que cobram muito caro, variando de 6 a 10% acima da cotação oficial.

Segurança

No quesito segurança, os cartões são imbatíveis. Apesar de que se alguém roubar sua carteira você vai perder tudo que tem nela, o cartão tem mecanismos que impedem que seu prejuízo seja maior. Tanto para os de crédito quanto os de débito, basta uma ligação para sua operadora e seu cartão estará bloqueado.

Controle

Não há coisa mais fácil que controlar do que dinheiro vivo. Se você tem 200 dólares na carteira você sabe quando ele está acabando. Já com o cartão a coisa é mais complicada. Para os cartões, há que se ter muito cuidado com o limite. O ideal para uma viagem internacional é você ter um cartão de limite “inatingível”. Isso não quer dizer que você vá gastar tudo, mas é uma maneira de não se preocupar com o cartão não passar na hora que você mais precisa. Se bem que para algumas pessoas isso pode até ser bom caso ela não tenha auto controle suficiente e precise ser contida na marra. Para ajudar no controle, tanto os cartões de crédito quanto os de débito te dão a chance de acompanhar o saldo pela internet, mas convenhamos que nem sempre a internet está à mão, então é recomendável anotar tudo e acompanhar o saldo em tempo real.

Taxas

Todo o dinheiro que você vai gastar no exterior vai te custar alguma coisa a mais, não importa como você gaste. O dinheiro vivo já vem com a taxa embutida da casa de câmbio, que te cobrará até 10% a mais para converter sua grana. O cartão de débito, além de ter esta taxa no ato do carregamento, também vai te cobrar uns 2,50 euros por saque nos caixas eletrônicos. O cartão de crédito vai te cobrar na hora da fatura o IOF que é uma taxa de mais ou menos 2%, além também de outras taxas caso você faça saques em caixas eletrônicos.

E agora, o que eu levo?

Tudo! A nossa recomendação é uma combinação de dinheiro vivo + pelo menos um tipo de cartão, de preferência o de crédito. O dinheiro vivo é indispensável, é seu primeiro contato com a cultura local. Você vai chegar no aeroporto e precisa pegar o metrô até o hotel. Como saber se a máquina do metrô aceita cartão? Melhor levar uma grana pra garantir! E quando quiser comer aquele Kebab de rua, aquele bem sujo porém delicioso… será que aquele imigrante ilegal que prepara seu lanche aceita cartão? Provavelmente não. Realmente vale a pena se render às casas de câmbio e levar pelo menos uma quantia de dinheiro “pra começar”, além do que alguns oficiais de imigração podem pedir pra você mostrar quanto dinheiro tem e da grana viva não tem como duvidar.

O cartão de crédito também é indispensável se você já tiver um e ele for internacional e tiver um limite bem alto. A maioria dos gastos deve ser concentrada nesse cartão, pois mesmo somada a IOF, você ainda pagará uns 6 a 8% menos do que em suas compras em dinheiro e no débito. Além do que, você acumula pontos ou milhas no programa de incentivo para usar nas próximas viagens. E tem também o conforto de pagar tudo só na data do vencimento, se você der sorte só vai cair algumas semanas depois que você já voltou de viagem, ou melhor ainda – vir em 2 faturas separadas se a sua fatura fechar no meio da viagem!

O cartão de débito é muito importante para as pessoas que não têm cartão de crédito internacional. Para aquelas que têm, mas que o limite é baixo, ele pode ser encarado como um “backup” para se garantir em eventuais problemas como bloqueio ou não aceitação. Outras pessoas consideram esse cartão como uma forma de se controlar, pois você carrega um valor antes da viagem e tem exatamente aquilo para gastar. Aí vai do estilo e do nível de consumismo de cada um. Uma boa vantagem desse cartão é que você pode solicitá-lo e depois da viagem descartá-lo, resgatando o valor que sobrar carregado nele.

Nossa última recomendação é que você analise bem qual seu estilo, com o que se dará melhor, e faça sua escolha, mas sempre tenha um backup para te livrar em situações inesperadas.

Aqui, para terminar esse post gigante, algumas dicas para você não ter problemas com seu cartão de crédito no meio da viagem:

- Antes de viajar, ligue para sua operadora e informe que você está saindo do país. Se você não avisar, eles podem bloquear seu cartão porque seus gastos fugirão do comum e podem interpretar que seu cartão foi roubado ou clonado.
- Tome cuidado ao jogar com os limites e datas – lembre-se que a fatura é “fechada” uns 10 dias antes do vencimento. O seu limite só é zerado quando você paga a fatura. Ou seja, se sua fatura fecha no meio da viagem, os seus gastos continuarão sendo contados dentro do limite “em aberto”. Para evitar problemas ou você paga antecipado ou evite ficar perto do limite.
-  Assine o verso do seu cartão, em alguns países eles podem embaçar com isso. Outro problema que pode acontecer é o tal número PIN, que pode ser pedido em alguns países e não é a sua senha. Informe-se com a operadora sobre isso.

 

Essas são nossas opiniões e experiências sobre esse assunto. Se você tiver alguma dica nova, crítica ou sugestão, deixe aí nos comentários para enriquecer a fonte de conhecimento para os outros viajantes!

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  • Rafael

    Bom dia!
    Li seu post e achei muito interessante!
    Mas ainda tenho uma duvida!
    Voce citou como cartao de debito o TravelMoney e CashPassport,
    mas e eu que tenho cartao de debito e credito do banco?
    é uma boa utilizar somente esse serviço, ou necessito adquirir um dos dois citados acima?
    Abraços

    • http://www.aivoueu.com Thiago De Rose

      Fala Rafael! Então, muitas vezes o nosso cartão de débito normal não funciona lá fora. Antes de tomar uma decisão, seria bom você se informar com seu banco se a função de débito funcionaria lá. Se estiver tudo ok, aí realmente você não precisa de um cartão desses que foram citados no post! Abraço!

  • Luiz

    Não é verdade que cartão de crédito opera com cotação do mercado de capitais (bolsa). O único cartão de crédito emitido no Brasil que tenho notícia que opera com uma taxa próxima é os cartões emitidos pelo Banco Itaú. Ocorre que desde setembro aquele banco sem aviso alterou sua política, e passou a cobrar bem acima do valor de mercado da moeda.

    • http://www.aivoueu.com Thiago De Rose

      Luiz, obrigado pelas explicações! Esse assunto é delicado e as características de cada meio variam constantemente, assim que é preciso sempre estar atento às últimas novidades do mercado. Quem sabe em breve escrevemos um novo post sobre o assunto mais atualizado para que informações antigas não atrapalhem os viajantes. Um abraço!

  • http://www.centraldetraducoes.com.br Traduções

    Pergunta…Meu cartao tem um limite muito baixo por n motivos. Minha idéia é fazer um aporte nele de um valor bem alto para que ele fique “pré-carregado”. E claro levar dinheiro vivo. Seu conselho acima, hoje em 2012 com o iof um pouco mais alto, é ainda válido?

    • http://www.aivoueu.com Thiago De Rose

      Boa noite! Então, as coisas mudam né… na última viagem que fizemos em Outubro, nós priorizamos o saque no cartão de débito mesmo. Os cartões de débito Visa possuem a bandeira PLUS, é só pedir para habilitar no banco e vc pode sacar em qualquer caixa que tenha essa bandeira (a maioria). De qualquer forma, ouça esse podcast de hoje que fala exatamente sobre isso – http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/mauro-halfeld/MAURO-HALFELD.htm – se vc acessar outro dia que não o 4/1/12, é só clicar no link desse dia na lista. Eu só não concordo que o cartão de crédito é a última opção, porque os pré-pago, mesmo com o IOF menor, você acaba tendo que carregar pela cotação do dólar da casa de câmbio, que é bem mais alta que o dólar do cartão de crédito. Abraço e boa viagem!

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